5 Procedimentos médicos da Idade Média

5 Procedimentos médicos da Idade Média

Estamos em um constante processo de mudanças e inovações, desde que mundo é mundo. Afinal, a necessidade é que faz a invenção, certo? Hoje  estamos aqui mais uma vez para reafirmar que tudo tem uma História e que os procedimentos médicos na Idade Média não eram [nada] agradáveis mas eram as ferramentas e métodos em que acreditavam e de que dispunham – e é claro também que provavelmente riam de nós daqui alguns anos hahaha

Listamos aqui 5 procedimentos médicos adotados na Idade média. Quer ver?

1) Trepanação

Era aplicado em pacientes que sofriam de males da cabeça como cafaléia (dor de cabeça), enxaqueca, doença mental de qualquer natureza, epilepsia ou traumatismo craniano. A trepanação se trata de nada mais nada menos de um procedimento de abertura do crânio, geralmente na região da dura mater. Acreditavam que assim poderiam liberar a pressão do crânio e então estariam resolvidos os problemas.

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2) Catéteres para uretras

A maravilhosa seringa para uretras era utilizada no tratamento de doenças venéreas e, como o próprio nome diz, sua ponta era introduzida na uretra do paciente e servia para injetar substâncias como Nitrato de Prata, que era utilizada no tratamento de gonorreia.

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Como vocês podem imaginar, o tratamento deveria ser extremamente doloroso, mas era a única forma conhecida pelos homens dessa época para lidar com tais problemas.
Este tratamento continou a ser utilizado por todo o século XIX e, sobre isso, você pode ver um pequeno vídeo no qual o curador do Museu Vasa, Estocolmo, explica o funcionamento desse instrumento aqui.

3) Cirurgia de remoção de catarata

Era bem simples assim: através do uso de um instrumento afiado tal como uma faca ou uma agulha larga, o cirurgião abria a córnea ocular forçando a lente do olho para fora e, quando a catarata era removida então empurravam-na de volta para a cápsula ocular.

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A partir da Invasão Moura na Europa, a medicina islâmica tornou-se mais amplamente aplicada na Europa medieval. A cirurgia de catarata também recebeu melhoras com o uso da seringa para a extração de cataratas por sucção, que era inserida através da parte branca do olho e extraía com sucesso o tecido da catarata.

4) Anestesia mortal

A medicina homeopatia contemporânea evoluiu muito. Ainda que para muita gente não soe mais do que placebo, o fato é que plantas podem sim influenciar o funcionamento do nosso organismo tanto que algumas podem matar.

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Na idade Média, uma planta conhecida como Beladona era muito utilizada como anestésico, unguentos e poções. Contudo, como a medida não era precisa, poderia de fato matar. O uso de plantas na medicina era um misto de experimentações com superstições, é verdade. Por exemplo, misturavam suco de alface, testículos de bode, suco de cicuta (apesar de nessa época terem o conhecimento de se tratar de uma planta venenosa), tudo isso com vinho. Em resumo, embora essas misturas malucas pudessem algumas vezes “curar” certas doenças, também eram responsáveis por matar os pobres doentes.

5) Supositórios

Tinha a mesma função básica dos supositórios de hoje, que é a de injetar remédios fluidos através do ânus, geralmente indicados para males do trato excretor. Contudo, eram bem maiores e de metal.

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Luminura representando o tratamento através do uso do supositório

O fluido mais comum aplicado na época era água morna com algum outro elemento funcional como azeite, bile de animais e/ou vinagre. Nos séculos XVI e XVII o supositório medieval foi substituído pela seringa. Na França o tratamento era muito valorizado e há registros médicos que sugerem que Luis XIV tenha usado este tratamento mais de 2.000 vezes durante seu reinado.

Viva a criatividade e a inovação humana que nos permitiram avançar em tantos aspectos da ciência e da medicina! \o/

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About the Author

PaleoNerdMe chamo Denis e sou professor de História. Concluí minha Graduação em Licenciatura em História na Universidade Estadual Paulista – UNESP, Câmpus de Assis-SP em 2009. Em 2014 concluí minha Especialização em Educação, Arte e Multimeios pela Unicamp. Atuo na área desde 2010, ministrando aulas para o Ensino Fundamental, Ensino Médio, Cursos Pré-Vestibulares, assim como, palestras e oficinas para jovens e adultos.

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