Máquina a Vapor!!!!

Máquina a Vapor!!!!

Galera! Dá uma olhada nesse vídeo!

Essa máquina de vidro é uma réplica do sistema de funcionamento do maquinário utilizado durante a Revolução Industrial! É legal de ver a forma como o vapor gerado no interior do dispositivo é capaz de gerar pressão para movimentar o pistão e, a patir daí, colocar em funcionamento o maquinário.
O fim do século XVIII ficou marcado pelo desenvolvimento de um sistema de produção fabril, que ficou conhecido como Revolução Industrial. Este processo foi Iniciado na Inglaterra que, com os Atos de Navegação (1651) havia consolidado seu poder marítimo na Europa e já contava com o controle burguês de seu governo, por meio da monarquia parlamentarista estabelecida durante a Revolução Puritana. O acúmulo de capital gerado neste período favoreceu o investimento em novas tecnologias e resultou na criação das primeiras máquinas utilizadas na produção têxtil. Aliado a tudo isso, somamos a existência de um “exército de reserva”, formado por pessoas que viviam pelas cidades em absoluta miséria, devido séculos da política de cercamento.Toda esta situação permitiu o aumento da produtividade, e o rápido beneficiamento das grandes quantidades de algodão que chegavam da colônia (Nova Inglaterra).
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A introdução da fiandeira automática acelerou muito o a produção de tecidos de algodão. Este exemplo é o único na existência feito pelo inventor Samuel Crompton. Ele pode ser encontrado na coleção de Bolton Museum and Archive Service.

Os historiadores dividem a Revolução Industrial em dois períodos fundamentais:
 A primeira fase, que vai de 1780 à 1840, quando as introduções destas inovações impulsionaram uma completa reconfiguração social e econômica na Europa. Neste momento a base da produção industrial estava destinada a atender o mercado de tecidos – construídos a partir do algodão – e a tônica estava na exploração de ferro (utilizado para a construção dos maquinários) e a extração de minério de carvão, que era utilizado para fornecer energia para o funcionamento destas tecnologias. Já o período entra 1850 e 1950 ficaria marcado pela ascensão do capitalismo monopolista, com o desenvolvimento da Bolsa de Valores, a introdução do uso do petróleo como matriz energética e a implementação de novos maquinários, como o motor à explosão. Entretanto, nosso foco de hoje fica na primeira fase deste processo e no interessante vídeo sobre o qual temos falado.
Criança trabalhando na ind[ústrial têxtil já do início do século XIX. FONTE

Criança trabalhando na ind[ústrial têxtil já do início do século XIX. FONTE

Neste momento histórico, a introdução  das máquinas corroborou para um completa reconfiguração no estilo de vida do europeu, durante o período pré-revolucionário. Algo que ficou muito claro nas novas relações de trabalho, uma vez que, desprovidas dos meios de produção, as pessoas comuns se viam forçadas a seguir uma nova rotina de trabalho, na qual o tempo era ditado pelas máquinas, ou seja, o humano precisava se adaptar à velocidade frenética desta nova forma de produção, com curtíssimos espaços para descanso ou alimentação. E isso fica ainda pior, quando lembramos que as fábricas tinham preferência por contratar mulheres e crianças, devido à possibilidade de pagar salários mais baixos por essa mão de obra que era menos valorizada.
Apesar desta foto de mineiros ser já do início do século XX, a técnica utilizada para extrair o carvão ainda era a mesma e colocava em perigo constante a vida destes trabalhadores.

Apesar desta foto de mineiros ser já do início do século XX, a técnica utilizada para extrair o carvão ainda era a mesma e colocava em perigo constante a vida destes trabalhadores, assim como dos animais.

Desta forma, notamos milhares de trabalhadores, que realizavam jornadas de 16 horas, sem nenhuma forma de auxílio ou período de descanso remunerado. Completamente desumanizados, centenas de milhares de miseráveis aguardavam desesperados pela oportunidade de ocupar uma função nestas fábricas e, com isso, poder trazer algum sustento para seus familiares.
A desigualdade social foi algo que cresceu ainda mais com as práticas imperialistas do século XIX, durante o qual os continentes asiático e africano passaram a serem conquistados e terem suas políticas e economias completamente destinadas a satisfazer o interesses das potências europeias, as quais usavam o argumento de estarem levando a “civilização” para os povos “menos desenvolvidos”. Todavia, isso nos levaria já por um outro assunto e terminaria por alongar demais nossa conversa.
Por isso, vamos ficando por aqui, mas tenham certeza de que iremos retomar este papo outro dia
Um grande abraço

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About the Author

PaleoNerdMe chamo Denis e sou professor de História. Concluí minha Graduação em Licenciatura em História na Universidade Estadual Paulista – UNESP, Câmpus de Assis-SP em 2009. Em 2014 concluí minha Especialização em Educação, Arte e Multimeios pela Unicamp. Atuo na área desde 2010, ministrando aulas para o Ensino Fundamental, Ensino Médio, Cursos Pré-Vestibulares, assim como, palestras e oficinas para jovens e adultos.

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