Dia 04 de agosto: Anne e sua família são descobertos

Dia 04 de agosto: Anne e sua família são descobertos

Num dia quente de 1944, o que mais temiam há tanto tempo aconteceu: foram descobertos e presos.

Verão de 1944, quando a Europa encontrava-se destroçada e a esperança posta todos os dias à prova nos corações daqueles que sofriam por conta da guerra. Num abrigo anexo à um armazém à beira do canal no centro de Amsterdã, Anne Frank e sua família (seus pais Otto and Edith e sua irmã Margot) se escondiam com o auxílio da família cristã Van Pels. Além dos Frank, outra família e Fritz Pfeffer, também judeus, estavam abrigados no local e aguardavam o fim da guerra. Durante dois anos na clandestinidade, eles já tinham sofrido duas tentativas de invasão, ataques de bomba além de inúmeras privações, tanto para eles quanto para os Van Pels, que gentilmente lhes supriam com o pouco alimento que tinham. No final das contas e apesar de todo este terror, ainda estavam vivos.

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Em destaque, local que foi esconderijo das famílias judias em Amsterdã.

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Fachada posterior do armazém. Fonte

Anne, uma menina de 15 anos, registrou todos estes momentos em que passou com sua família naquele sótão. Ao longo de seu depoimento, através de seu diário, conta como foi “crescer” naquela casa, quando as únicas roupas que levou consigo começaram a ficar curtas, como estudava, a rotina com a família, a experiência de seu primeiro beijo e descreve como foi ver a grande árvore dos fundos daquela casa florescer, morrer e florescer de novo várias vezes.

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Imagem do diário de Anne em exposição no local onde hoje abriga o museu em memória da família Frank.

Em 1º de agosto de 1944, Anne escreveu seu último texto no diário. No dia 04, a família foi descoberta pela SS (Guarda da Segurança) alemã por meio de uma denúncia e foram levados a um campo de concentração na Holanda, assim como os Van Pels. Em setembro, Anne e alguns outros foram levados a Auschwitz, na Polônia. Mais tarde, com a libertação da Polônia pelos soldados soviéticos, Anne foi transferida com sua irmã Margot para o campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha. As duas estavam com a saúde fragilizada e morreram vítimas de tifo, em março de 1945. O campo foi libertado pelos britânicos menos de dois meses depois.

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Vista do campo de concentração Bergen-Belsen, Alemanha. Fonte

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Placa de aviso da epidemia de tifo nos arredores do campo. Fonte

Otto Frank, seu pai, foi o único a sobreviver aos campos de extermínio. Após a guerra, ele voltou para Amsterdã pela Rússia, e se reuniu com Miep Gies, uma ex-funcionária que o ajudou na época em que ele estava escondido. Ela entregou a Otto o diário de Anne. Em 1947, o diário foi publicado por Otto originalmente em holandês, com o nome “Diary of a Young Girl”. O livro se tornou um best-seller instantâneo e foi traduzido para mais de 50 idiomas. O esconderijo da família Frank, em Prinsengracht 263, em Amsterdã, foi transformado em museu, em 1960.

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Capa da primeira edição do livro baseado no diário de Anne

BIO: Anne Frank nasceu em Frankfurt, na Alemanha, no dia 12 de junho de 1929. Ela era a segunda filha de Otto Frank e Edith Frank-Hollander, ambos de famílias judias que viviam há séculos na Alemanha. Com a ascensão do líder nazista Adolf Hitler ao poder, em 1933, Otto se mudou com sua família para Amsterdã, para escapar da perseguição nazista aos judeus. Na Holanda, ele comandava um negócio com temperos e geleias. Em 1942, Otto organizou o esconderijo, em local anexo ao seu armazém, no Canal Prinsengracht, em Amsterdã, quando ocorreu a invasão alemã.

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Bárbara Gascó

Olá, terráqueos!

Sou Bárbara Gascó, conhecida também como Barbrão por minha conhecida habilidade em várias esferas, tipo faz-tudo =) e esposa do Sr. Denis Gascó, PaleoNerd.

Sou Arquiteta e Urbanista e atuo na área desde 2012. Paralelamente, escrevo sobre Arquitetura+História e, como única representante do sexo feminino neste navio pirata, pautas acerca de questões sobre Feminismo e Igualdade de gêneros.

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