5 coisas que você não sabia sobre a Esfinge

5 coisas que você não sabia sobre a Esfinge

A Grande Esfinge de Gizé é um dos maiores e mais antigos monumentos misteriosos já criados pelo homem. Entre sua mitologia, origens nebulosas e supostas conexões com mundos além do nosso, a Esfinge é um tesouro da história.

A identidade do governante que ordenou a construção da escultura de 4.500 anos foi perdida nas areias do tempo. Num reexame de registros históricos de 20 anos e descobrindo novos elementos de prova, Vassil Dobrev, um egiptólogo francês, afirma ter provado que a maior estátua de pedra única na Terra é o trabalho de um faraó esquecido. A teoria mais popular das origens da Esfinge é que ela foi concebida por Khafre, um rei da Quarta Dinastia cuja pirâmide situa-se atrás da estátua.

Vivendo e aprendendo nós seguimos assim como os arqueólogos/egiptólogos e aqui estão algumas das coisas que você pode não saber sobre esta imponente moradora do deserto:

1. Tecnicamente, a Grande Esfinge de Gizé NÃO É uma esfinge.

Embora fortemente influenciada pela mitologia egípcia e, posteriormente pela mesopotâmica, a representação clássica da Esfinge (de origem grega) consiste no corpo de um leão, a cabeça de uma mulher, e as asas de um pássaro. No caso da esfinge mais conhecida do mundo trata-se, tecnicamente, de um androsphinx (andro-esfinge) – já que a cabeça representada é de um homem. A falta de asas confunde ainda mais a sua taxonomia.

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Representação da Esfinge da mitologia grega.

2. Aliás, a esfinge egípcia é bem mais legal que a grega

Reputação da esfinge relacionada à tirania e malandragem na verdade não é proveniente da mitologia egípcia, mas da grega. A lenda mais famosa dessa criatura na tradição grega antiga veio de seu desentendimento com Édipo, a quem ela desafiou com seu enigma supostamente insolúvel. Para a cultura e mitologia egípcias antigas, a Esfinge representa uma figura divina muito mais benevolente, embora não menos poderosa.

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Pintura que recria a cena em que a Esfinge lança a Édipo seu enigma indecifrável. Oedipus and the Sphinx – François Xavier Fabre, ca. 1806-1808

3. Seus construtores comiam como reis

A suposição inicial da maioria dos cientistas é de que os homens que trabalharam para trazer a Esfinge de Giza à vida pertenciam a uma casta escrava. Contudo, a análise de suas dietas sugerem o contrário. Escavações lideradas pelo arqueólogo Mark Lehner revelaram centenas de ossos de novilho de gado e carneiro e estima, pela quantidade encontrada, que o montante seria suficiente para alimentar centenas de pessoas por muitos meses. Sendo assim, Lehner supõe que os trabalhadores da estátua, que alimentavam-se regularmente com cortes luxuosos de carne, eram trabalhadores qualificados e de casta elevada, ao contrário de escravos.

Mark Lehner, 2009

Mark Lehner com sua equipe de escavação e alunos em 2009. Photo: Courtesy Jason Quinlan

4. A esfinge era colorida

Embora sua cor seja atualmente indistinta se seu monótono entorno de areia, gravemente afetada por milhares de anos de erosão e explorações invasivas, traços da tinta original ainda podem ser vistos perto de um ouvido. Tais descobertas estão sendo aprofundadas e estima-se que a estátua um dia tenha sido vividamente colorida. Restos de vermelho pode ser encontrado no rosto da estátua, enquanto toques de azul e amarelo permanecem no corpo, num pequeno templo entre suas patas que continha dezenas de estrelas, inseridas pelos faraós em honra do deus-Sol.

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5. ELA TINHA UMA BARBA HIPSTER

Atualmente, partes da barba da estátua que um dia foram “raspadas de seu queixo” por conta da erosão, encontram-se no Museu Britânico e no Museu de Antiguidades Egípcias, com sede no Cairo.

No entanto, o arqueólogo francês Vassil Dobrev afirma que a barba era não um componente original da estátua, mas uma alteração posterior. Dobrev baseia seu argumento com a hipótese de que a remoção da barba teria resultado em danos para o queixo da estátua, o que não é facilmente perceptível hoje.

O Museu Britânico apoia a avaliação de Dobrev, propondo que a barba tenha sido adicionada à Esfinge em algum momento durante ou logo após o projeto de restauração de Tutmés IV.

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Parte da barba da Esfinge que encontra-se em exposição no Museu Britânico.

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Bárbara GascóOlá, terráqueos! Sou Bárbara Gascó, conhecida também como Barbrão por minha conhecida habilidade em várias esferas, tipo faz-tudo =) e esposa do Sr. Denis Gascó, PaleoNerd. Sou Arquiteta e Urbanista e atuo na área desde 2012. Paralelamente, escrevo sobre Arquitetura+História e, como única representante do sexo feminino neste navio pirata, pautas acerca de questões sobre Feminismo e Igualdade de gêneros.

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