The Witcher III em Análise – Parte II

The Witcher III em Análise – Parte II

Jogabilidade:

O jogo é um  RPG Sandbox com  perspectiva em 3ª pessoa e conta com um menu complexo, além de um rico sistema de missões, dividido em Principais, Secundárias, Contratos de Bruxo e Caça ao tesouro. Os mapas são enormes e contam com a possibilidade de viagens rápidas tanto por terra como por mar.

O menu de opções de vídeo e áudio é muito bom e o jogo te permite resgatar “saves” do jogo anterior. Mas uma coisa que achei muito legal foi que as mudanças estéticas como cabelo, barba e armaduras utilizadas aparecem nos CG´s dos diálogos, que podem te conduzir a 36 finais diferentes! E fica esperto porque alguns diálogos exigem resposta dentro de um tempo determinado.

“A psicologia importa.”

Por fim, o jogo apresenta bugs como ficar preso em lugares ou problemas de despejo de memória e fechamento do jogo durante o carregamento de saves mas, pra falar a verdade, é coisa pequena perto dos bugs que vi em Skyrim

Preconceito

Intolerância é algo que está presente em todos os momentos do jogo, uma vez que os habitantes dos vilarejos e cidades ofendem o personagem (que é um mutante) nas ruas com cuspidas no chão por onde passa, indiretas e xingamentos.

Em várias missões, você precisa ajudar personagens que sofrem com intimidações por terem auxiliado membros de outras raças, como acontece com Bea, uma divertida estalajadeira que ajudou Ciri na sua estadia por Velen.

Outro caso exemplar é o tratamento que o “Barão” Phillip Strenger (ou Barão Sanguinário) e seus soldados davam ao personagem Uma, que era tratado como o bobo da corte.

Sexualidade

O jogo procura desmistificar o tabu da homossexualidade ao levantar reflexões por meio de histórias como a de um caçador que é forçado a deixar a vila por ter se envolvido com outro homem, quando Geralt encontra com o alfaiate Elihal, um elfo que gostava de se vestir como mulher ou mesmo quando incorporamos a personagem de Ciri que, durante um diálogo com uma jovem na banheira, nos dá a possibilidade de responder que prefere mulheres.

O jogo sempre reforça a naturalização das relações entre os diferentes, como é o caso da súcubus, seres com corpo de mulheres e pernas de bode, que seduzem os homens de vilarejos (e existe até uma missão onde Geralt pode terminar transando com ela) ou o anúncio do anão “Thorin Pica-de-Aço” (sim, é assim que está escrito no jogo) que oferece seus atributos, a procura de um amor.

Além disso, a prostituição é outro tema abordado no jogo, com a presença de garotas que falam “I’m a material girl in a material world” quando você passa por elas, numa clara referência à letra da música da Madona.

Feminismo

O Derek Fewster fala que os criadores do jogo já deram sim uma baita mancada em 2007, com relação a isso, porque o game apresentava cartões de conquistas sexuais que jogador obtinha, conforme se relacionava com as personagens. Mas o The Witcher III quebra com essa visão pois, na história, as mulheres nunca são colocadas como vítimas ou mera decoração e para isso basta lembrar de personagens como Yenifer, Triss Marigold, Keira Metz e, é claro, a jovem Ciri.

Mas a questão do machismo é sempre colocada em cheque em momentos como quando o protagonista descobre que o anão ferreiro do Poleiro do Corvo fingia ser um grande artesão quando, na verdade era a jovem Yohana quem criava todas as armaduras – e você ajuda a mudar essa situação. Outros momentos interessantes estão nas escudeiras que habitam Skellige, como a guerreira Jutta na Dimun, ou quando você pode ajudar Cerys an Craite a se tornar a nova rainha de Skelige.

Inclusive a questão da violência doméstica é apresentada quando, durante a investigação, descobrimos que a esposa e filha Barão Sanguinário não haviam sido raptadas, mas sim vítimas de violência de um bêbado que fizera sua mulher abortar – sim, a história do jogo é pesada!

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About the Author

PaleoNerdMe chamo Denis e sou professor de História. Concluí minha Graduação em Licenciatura em História na Universidade Estadual Paulista – UNESP, Câmpus de Assis-SP em 2009. Em 2014 concluí minha Especialização em Educação, Arte e Multimeios pela Unicamp. Atuo na área desde 2010, ministrando aulas para o Ensino Fundamental, Ensino Médio, Cursos Pré-Vestibulares, assim como, palestras e oficinas para jovens e adultos.

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